Perfil da Empresa no Google para médicos: guia completo
A secretária atende o telefone e ouve a mesma frase pela terceira vez na semana: “vi no Google que vocês abriam às oito, mas cheguei e estava fechado”. O horário mudou há meses, o consultório mudou de andar, a foto da fachada ainda mostra a placa antiga e ninguém lembra quem criou aquela ficha no mapa. Essa ficha é o Perfil da Empresa no Google, que muita gente ainda chama de Google Meu Negócio para médicos, e ela costuma ser a primeira coisa que o paciente vê antes de ligar, antes de abrir o site e muitas vezes antes de pedir uma indicação. Cuidar dela não exige agência nem orçamento grande. Exige método e um pouco de atenção às regras do Google e da ética médica.
O que é o Perfil da Empresa no Google e por que o médico precisa dele?
O Perfil da Empresa no Google é a ficha gratuita que mostra o consultório no Google Maps e na lateral da busca, com endereço, telefone, horários, fotos, avaliações e botão de rota. Para o médico, ela funciona como a placa da porta no mundo digital: o paciente confere se você existe, onde fica e se parece um lugar sério antes de entrar em contato.
O nome antigo, Google Meu Negócio, continua sendo o termo mais buscado, e tudo bem usar os dois. O que importa é entender o papel da ficha. Quando alguém pesquisa “cardiologista perto de mim” ou a especialidade com o nome do bairro, o Google costuma mostrar um bloco de mapa com alguns consultórios logo no topo. Quem está ali com informação completa e fotos reais sai na frente de quem tem uma ficha vazia ou, pior, não tem ficha nenhuma.
Quem deve criar o perfil: o médico ou a clínica?
Depende de como você atende. Consultório próprio pede um perfil com o nome do médico ou do consultório. Clínica com vários profissionais pede um perfil da clínica e, se fizer sentido, perfis individuais dos médicos que atendem lá. O Google tem orientações próprias para profissionais que atuam dentro de uma organização, e vale lê-las antes de criar qualquer ficha.
Algumas situações comuns:
- Médico com consultório próprio. Um perfil, com o nome real do médico ou do consultório, a especialidade e o endereço de atendimento.
- Clínica com vários médicos. Um perfil da clínica como base. Perfis individuais podem existir, mas precisam seguir as regras do Google para profissionais que atuam em um mesmo endereço.
- Médico que atende em dois endereços. Cada local com atendimento presencial, horário fixo e equipe para receber o paciente pode ter o seu perfil, sempre com informação verdadeira.
- Atendimento só on-line. O Perfil da Empresa foi pensado para negócios com contato presencial. Quem atende apenas por telemedicina precisa conferir as regras atuais do Google antes de criar uma ficha.
Uma recomendação prática: o perfil deve ficar na conta do médico ou da clínica, e não na conta pessoal de um funcionário ou de um fornecedor. Quem presta o serviço entra como administrador. A propriedade fica com você. Isso evita o problema clássico de perder o acesso quando alguém sai da equipe.
Como preencher o perfil do jeito certo
Um perfil bem preenchido tem nome real sem palavras de busca, categoria precisa da especialidade, endereço exato, telefone que alguém atende, horários atualizados, link para o site ou para o agendamento, descrição sóbria e fotos reais do ambiente. Cada campo vazio é uma pergunta que o paciente vai fazer por telefone ou, pior, vai deixar de fazer.
Vale passar campo por campo:
- Nome. Use o nome que está na placa e nos documentos. Acrescentar “o melhor dermatologista de tal cidade” ao nome vai contra as regras do Google e passa uma imagem pouco séria.
- Categoria principal. Escolha a mais específica disponível. Se existe a categoria da sua especialidade, ela comunica melhor do que o genérico “médico”. Categorias secundárias podem complementar, sem exagero.
- Endereço e área. Mostre o endereço onde o paciente é atendido. Confira se o alfinete está no prédio certo e inclua o complemento, como sala e andar.
- Telefone e WhatsApp. Coloque um número que a recepção atende. Telefone que toca sem resposta gera avaliação negativa.
- Horários. Inclua horários especiais em feriados e férias. Esse é o campo que mais gera reclamação quando fica desatualizado.
- Site e agendamento. Aponte para a página certa do seu site ou para o canal de agendamento. Se ainda não tem site, veja o que ele precisa ter no artigo sobre site para médico que gera consultas.
- Descrição. Escreva quem você é, sua especialidade, o que atende e como marcar. Sem promessa de resultado, sem “o melhor”, sem sensacionalismo.
- Serviços. Liste consultas, exames e procedimentos que você realiza, com descrições informativas.

Que fotos o médico pode colocar no Perfil da Empresa?
Fotos da fachada, da entrada do prédio, da recepção, da sala de espera, do consultório e da equipe em situação institucional são as mais úteis e as mais seguras. Elas ajudam o paciente a reconhecer o lugar e a se sentir à vontade. Fotos de pacientes, de procedimentos ou de antes e depois não devem ir para a ficha.
Outro cuidado: qualquer pessoa pode enviar fotos para a sua ficha. Vale olhar de tempos em tempos o que foi publicado por terceiros. Se aparecer algo que expõe um paciente ou que não representa o consultório, use a opção de denúncia do próprio Google.
Você se reconhece nisso?
Confira se algum destes sinais acontece no seu consultório:
- Você não sabe com certeza em qual conta do Google o perfil está, ou quem tem acesso a ele.
- Os horários da ficha não batem com os horários reais, principalmente em feriados.
- As fotos são antigas, escuras ou foram enviadas por pacientes, e não pela equipe.
- Existem avaliações sem resposta há meses.
- Quando alguém pesquisa a sua especialidade no seu bairro, aparecem clínicas vizinhas e você não.
Se dois ou mais itens descrevem a sua situação, a ficha está trabalhando contra você, e corrigir isso costuma ser o passo de melhor custo e benefício do marketing do consultório.
Guia prático: 7 passos para criar e manter o perfil
Os passos são: descobrir se já existe uma ficha, reivindicar ou criar o perfil, verificar, preencher todos os campos, publicar fotos reais, organizar as avaliações e revisar a ficha todo mês. A ordem importa, porque criar uma ficha nova sem checar se já existe outra gera duplicidade e confunde o Google e o paciente.
1. Procure antes de criar. Pesquise o seu nome, o nome do consultório e o endereço no Google Maps. É comum existir uma ficha criada automaticamente ou por um antigo funcionário. Se existir, o caminho é reivindicar, não criar outra.
2. Reivindique ou crie com a conta certa. Use uma conta do Google do consultório, de preferência ligada ao e-mail profissional. Anote quem é o proprietário e quem são os administradores.
3. Faça a verificação. O Google pede a confirmação de que você é responsável pelo local. O método varia e pode envolver telefone, e-mail, vídeo do local ou outro formato que a própria plataforma indicar. Siga as instruções da tela e tenha em mãos documentos e acesso ao consultório.
4. Preencha todos os campos. Nome, categoria, endereço, telefone, horários, site, descrição e serviços. Use a lista da seção anterior como roteiro e revise a ortografia.
5. Publique fotos reais. Comece com fachada, recepção, sala de espera e consultório. Depois acrescente a equipe, sempre com autorização de quem aparece. Prefira luz natural e ambiente arrumado.
6. Organize as avaliações. Crie um jeito discreto de convidar pacientes a avaliar, como um cartão na recepção com o link direto. Nunca ofereça vantagem em troca. Responda todas, inclusive as positivas, sem confirmar que a pessoa é paciente e sem comentar diagnóstico ou tratamento.
7. Revise todo mês. Reserve meia hora para conferir horários, telefone, novas fotos de terceiros, avaliações e sugestões de edição feitas por usuários. Qualquer pessoa pode sugerir mudanças na sua ficha, e algumas são aceitas automaticamente se ninguém olhar.
Atualizações no perfil: vale publicar?
Vale, quando a publicação traz informação útil: mudança de horário, novo exame disponível, campanha de vacinação, orientação sazonal ou um artigo novo do blog. As atualizações aparecem na ficha e mostram que o consultório está ativo. Não precisam ser frequentes. Precisam ser corretas e no mesmo tom sóbrio do restante da comunicação.
Evite transformar as atualizações em vitrine de promoção. A Resolução CFM nº 2.336/2023 permite que o médico divulgue o próprio trabalho e produza conteúdo, mas mantém limites contra promessa de resultado, sensacionalismo e autopromoção enganosa. A ficha do Google é publicidade médica tanto quanto um post no Instagram. Se quiser rever esse contexto, o guia sobre o que a Resolução CFM 2.336/2023 mudou no marketing médico resume os pontos principais.
Como saber se o perfil está trazendo pacientes?
O próprio Perfil da Empresa mostra dados de desempenho, como quantas pessoas viram a ficha, pediram rota, ligaram ou clicaram no site. Esses números indicam interesse, não consultas marcadas. Para fechar a conta, a recepção precisa perguntar ao paciente como ele conheceu o consultório e anotar a resposta.
Com alguns meses de anotação, aparece um padrão, e as decisões sobre anúncio ou conteúdo deixam de ser palpite. Para quem quer ir além da ficha e aparecer também nos resultados comuns, o guia sobre como atrair pacientes particulares pelo Google mostra como o perfil se encaixa com site, blog e anúncios.
Como o Marketing para Médicos pode ajudar
O Marketing para Médicos, empresa da Kamaleon Mídia, organiza o Perfil da Empresa no Google de consultórios e clínicas de todo o Brasil, à distância: recuperação de acesso, revisão de categoria e informações, orientação de fotos, modelo de resposta às avaliações e acompanhamento mensal. A Kamaleon já atende profissionais de saúde, entre médicos, clínicas e psicólogos, com vídeo, YouTube, blog e tráfego pago, e nada vai ao ar sem a sua aprovação.
Se quiser entender como funciona o trabalho completo, que inclui também anúncios na busca quando fizer sentido, veja a página de Google para clínicas. Se preferir começar por uma conversa, o diagnóstico gratuito tem oito perguntas e mostra onde está a maior oportunidade do seu consultório.
Não garantimos posição no mapa nem número de pacientes. Garantimos uma ficha correta, cuidada e coerente com a ética médica.
Perguntas frequentes
O Perfil da Empresa no Google é pago?
Não. Criar e manter o perfil é gratuito. O que pode ter custo é o tempo de quem cuida dele ou a contratação de alguém para organizar e acompanhar a ficha. Anúncios no Google são um serviço à parte e opcional.
Posso colocar palavras como “especialista” no nome do perfil?
O nome deve ser o real, como está na placa e nos documentos. Acrescentar termos de busca ao nome vai contra as regras do Google. Quanto ao título de especialista, só use se houver registro de especialidade, conforme as normas do CFM.
Alguém pode alterar o meu perfil sem eu saber?
Usuários podem sugerir mudanças, e o Google às vezes aceita sugestões. Por isso a revisão mensal é importante. Mantenha o acesso de proprietário com você e confira as notificações da conta.
Como lidar com uma avaliação negativa injusta?
Responda com calma e discrição, sem confirmar que a pessoa é paciente e sem comentar dados clínicos. Convide para conversar em canal privado. Se a avaliação viola as políticas do Google, use a opção de denúncia da própria plataforma.
Clínica com vários médicos precisa de vários perfis?
Não necessariamente. O perfil da clínica é a base. Perfis individuais podem ajudar quando os médicos são buscados pelo nome, mas precisam seguir as orientações do Google para profissionais de uma mesma organização.
Para fechar
O Perfil da Empresa no Google é pequeno no tamanho e grande no efeito. É ali que o paciente confirma o endereço, confere o horário, olha a sala de espera e lê o que outras pessoas disseram. Uma ficha correta não faz milagre, mas evita perder o paciente que já tinha decidido procurar você. Comece pelo básico, revise todo mês e trate cada campo com o mesmo cuidado que você tem com o prontuário: informação certa, no lugar certo, sem exagero.
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